A história do esporte está repleta de momentos em que atletas ultrapassaram as expectativas e os limites do jogo. Um gesto que se destaca, muitas vezes de forma surpreendente, é a devolução voluntária de troféus conquistados, seja por questões éticas, pessoais ou um senso de justiça.
Um dos eventos mais marcantes ocorreu durante o Tour de France de 1967, quando o ciclista Tommy Simpson veio a falecer. Após a descoberta de substâncias proibidas em seu organismo, sua família optou por devolver o troféu conquistado, dissociando-o do uso de drogas. Esse ato tornou-se um marco na história esportiva, evidenciando a crescente preocupação com a utilização de substâncias ilícitas nas competições.
Outro exemplo emblemático está relacionado ao caso de doping envolvendo Lance Armstrong, vencedor de sete edições do Tour de France. Após ser despojado de seus títulos por uso de substâncias proibidas, surgiram questionamentos sobre os significados de vitória e ética no esporte. A controvérsia em torno dessas conquistas evidencia a hesitação de alguns atletas em devolver seus troféus, mesmo diante de evidências de transgressões.
Marion Jones, renomada corredora, teve suas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 revogadas devido ao uso de substâncias proibidas. A devolução das medalhas, imposta pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), representou um passo importante na luta antidoping. Jones, reconhecendo seu erro, optou por entregar as medalhas, assumindo as consequências de suas ações.
Já em 2006, Floyd Landis teve sua vitória no Tour de France anulada por doping. Embora inicialmente relutante, Landis acabou por ter seu troféu retirado após investigações. Esse episódio gerou debates acalorados sobre a credibilidade das conquistas no ciclismo e sobre a necessidade de preservar a integridade no esporte.